Sou um tanto quanto crítico a protestos e manifestações populares, acredito que na maioria delas o sentido é perdido segundos após a concepção da abordagem. O homem é corrupto e além disso, hoje, se tornou burro. Luta por ideias comprovadamente erroneos. Hoje não se tenta criar um modo de vida, apenas copiasse, sem nenhum grau da genialidade que pode se desenvolver hoje, os antigos e falidos.
Na USP não é diferente. O motivo do protesto é digno de uma grande mobilizização: retirar do comando da universidade um reitor corrupto, com uma mentalidade incompatível com o ambito universitário e autoritario. Qualquer movimento para ir contra esse fato seria justo. A gota d’agua foi, em si, um fato corriqueiro que envolve o uso de drogas. O grande probloema foi que, dentro daquele lugar, existem tanto pessoas conscientes que sabem o porque estao ali como tem gente que apenas adora se sentir revolucionário. Livros mudam sim o mundo, mas não se você usá-los como muleta para seus próprios ideias mesquinhos.
A cobertura midiática de direito mostra o movimento como uma apologia a maconha, como vandalos e etc. O outro lado (se é que existe informação dele) se defendo bradando palavras sobre repressão e trazendo a tona questões do passado militar brasileiro. a primeira é, sem duvida (e não apenas nesse caso), comprometida com instituições e assim tendenciosa - até demasiadamente. Os “revolucionários” fujiram do foco, deram margem pra mídia. Abusando do direito de protesto acabaram marginalizando o próprio. Vandalismo, falta de controle dos participantes. Ou seja, a desorganização e a falta de um líder que puxasse de volta toda aquela para o foco da mobilização fez com que fosse tudo por água a baixo.
Motivos nobres, pessoas idiotas e acabou sendo o que é agora. Um exesso da polícia com pessoas que mal sabem o seu papel.
Ta faz tempo preso essa merda desse assunto pra eu falar sobre. Seja sobre essa putaria com o Rafinha Bastos, seja pela grande e cheirosa merda que esta o humor aqui no brasil, seja pelos comentários sobre o meu twitter e sobre alguns outros perfis que sigo.
Humor tem limites? Digo, pode se fazer piadas com minorias? Com assuntos polêmicos e sérios como fome, pedofilia, machismo, preconceito racial, aborto e etc?
Eu, particularmente o meu caso, acredito que o humor (ou as piadas de mau gosto, a porra do humor negro) serve também como uma crítica. Também, eu digo, porque pra mim não é nem de perto a função principal, que acredito ser: nenhuma apenas meter o dedo sujo na ferida e esperar porra toda infeccionar.
Em casos mais gerais acho que o humor é tão inutil como o silêncio dos corretos. Ainda mais, acho essas piadas escrotas as vezes até mais úteis pq né, de um certo modo elas abordam esses problemas. Como eu coloquei, eles enfiam a porra do dedo na merda da ferida enquanto vc com seu pseudo-respeito velado n faz nada de mais do que vestir uma calça de moleton e deixar o joelhão ali ralado escondido acreditando que nada acontece enquanto acessa e bosta em seu tumblr de gatinhos.
“AI O RAFINHA BASTO FALO Q IA COME A FILHA DA MULHER GRAVIDA E A MULHER MEU DEUS Q ABSURDO SOCOORSRO SOS TO PASSADA QUE INFORTUNIO MATA O GAUCHO VIADO CARALHO!”
Meus colegas, primeiramente, vão tomar no olho do cu. Agora sim, aliviado desse peso posso comentar: Achei legal a piada? não, não ri. Foi de mal gosto? O B V E O. Mas sério o que isso muda???? Nada! A unica coisa é que essa declaração mexe com gente rica. Mas além disso, mexe com vc revolucionário de sofá que acha que tudo tá errado mas fica ai lançando mobilização on line e boicote a programa de tv.
Resumindo: a porra toda ta errada n é a culpa do humor e n adianta fica criticando qm faz piada.







